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DB® _PRIMEIRO DIA_Amor Homoafetivo
14 de Maio de 2016 - 13h06min
 

   Diário de Bordo_ PRIMEIRO DIA_ Amor Homoafetivo

 

É incrível imaginar sermos contratados dois dias antes do casamento, mas tampouco, não é difícil de imaginar que um casamento aconteceria sem um condutor e, que poucas coisas distinguiriam este, de uma degustação ou comemoração, mesmo assim, infelizmente, muitos eventos acabam acontecendo de forma que alguém acaba por assumir este papel e torcemos sinceramente, para que seja sempre alguém vocacionado. Ainda bem que o profissional de imagem lembrou-se de falar sobre o meu trabalho, o que acredito ser produto de algumas pressuposições que passo a descrever. Primeiro, tratava-se de uma cerimônia homo afetiva, modalidade da qual fui um dos pioneiros no Estado de Santa Catarina e, se nos dias atuais, estes são mais frequentes, ainda não são tão aceitos, a ponto de que seus protagonistas o possam alardear aos quatro ventos, principalmente, de parte dos seus familiares, cuja cultura ainda levará alguns bons anos para evoluir; segundo, por que o profissional em questão, é uma pessoa que conhece o meu trabalho e acompanhou minha escalada no mercado, além de ter divido o cenário comigo por mais de uma oportunidade e, por fim, e não menos importante, é que as contratantes acolheram a necessidade de que houvesse um condutor PROFISSIONAL para a cerimonia. Diante da urgência de um briefing e da necessidade e especificidade da cerimonia, amenizado por minha experiência nesta modalidade, tendo realizado várias cerimonias homo afetivas e, militar no meio LGBT, como profissional, estava preocupado em poder sentar com as contratantes para elaborar este, que na minha metodologia, é o componente essencial e, não tenho medo de dizer, o componente do sucesso de minhas cerimonias a ponto dos mais próximos até duvidarem que o celebrante não seja parente ou amigo pessoal dos cônjuges, sejam eles homo ou heteros,  tal a profundidade e o conhecimento que este  apresenta da história dos mesmos. Enfim, minha premente preocupação foi encontrar-me com as contratantes para o mais rápido possível, elaborar um Briefing, o mais completo possível de “mais” esta historia de amor e o que se mostrou uma necessidade mais adiante, como passo a contar nas linhas que seguem. Acontece que se tratava de uma paixão quase secreta, revelada apenas para os mais próximos, muito próximos, ou seja, apenas para os que acompanharam mais de perto ou mesmo foram parte de uma história onde o amor mais uma vez deu provas de seu poder absoluto de quebrar barreiras, paradigmas e tradições arraigadas por séculos em nossas culturas e cabeças, pois uma das cônjuges estava em uma relação hétero por anos, inclusive com filhos e ficou impossível com o tempo esconder sua paixão avassaladora pela amiga de uma amiga, com a qual se encontrou extremamente afinada em objetivos, gostos, desejos e planos, por anos até que tomassem  coragem de declarar-se uma para a outra e, foi exatamente um momento extremo em que uma das duas precisou ser submetida a um procedimento cirúrgico de alta complexidade que, inclusive, quase lhe custo a vida, que se descobriram cúmplices uma da outra. É nesta parte que os nossos julgamentos e questionamentos entrariam em ação e argumentos pipocariam em nossas mentes bipartidas, tentando enquadrar este sentimento em algum esquema reducionista, moralista ou psicologista, porém, como estou profundamente vacinado contra tais tendências, do briefing evoluímos para o que chamo de a essência daquele relacionamento e, é ai, que todos, digo todos mesmo! os relacionamentos se igualam, por que não há diferença nenhuma quando entramos no campo da cumplicidade, da entrega, afinidade, paixão, parceria, companheirismo ou mesmo para não deixarmos de ser reducionistas e enquadradores, assumindo aqui nossa parcela de membros da sociedade atual, dizer do campo do amor que tudo pode, tudo sofre, tudo espera, tudo conforta. Definitivamente não existem amores diferentes, senão o amor, o próprio amor, o amor em si, simplesmente e complexamente o amor, que une dois seres livres capazes que se manifestam desejosos voluntários de entregarem um ao outro a administração daquela parte de sua individualidade necessária para o seu próprio autoconhecimento, onde somente o outro à tua frente, através do olhar, poderá revelar você à você mesmo, a partir do momento em que, por causa deste mesmo amor, sua guarda de autoproteção e zelo egocêntrico está baixada, deixando à mostra a pretensa construção daquilo que chamamos de pessoa, individuo, projeto de vida, sonho, meta ou simplesmente, o que até então achávamos Ser, isto,  até sermos desnudados por alguém que conseguiu muito rapidamente ultrapassar todas as nossas “proteções” e atingir o núcleo delas, e, novamente, para sermos mais reducionistas e enquadradores, chamamos isso de AMOR (risos).  É em outras palavras o “amor dos sertanejos”, que em minha reles opinião, são sinceros em dizer que se encontram arrasados, demolidos, jogados no banco da praça pela ausência do outro em suas vidas que entregaram parte protegida de sua individualidade. Concordo com eles, e, se não cantamos todos os dias estas sertanejas letras é por que decidimos continuar escamoteando isto através de algo mais poético e menos real ou não conseguimos prestar atenção na letra por conta do estilo musical, o que é uma pena, pois as ostras aparentemente feias e mal acabadas guardam pérolas preciosas em seus interiores.    

 

 


  

® Extremamente inquieto, José Ferraz Celebrante, traz da infância a incrível sensação de voar durante os sonhos e na atualidade transformou seus voos em realidades criativas. Entre os projetos que trabalha estão o e-book Casamento Todo Dia, recentemente transformado em livro, a CelebranteRadio, a CelebranteTv, o App O Casamenteiro, a CelebranteCast, e agora com o seu DIÁRIO DE BORDO DE CELEBRAÇÃO,  mais um canal de comunicação com as ideias deste visionário que ainda voa através da criatividade inventiva  

 

 

 
 
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DIÁRIO DE BORDO DE JOSÉ FERRAZ CELEBRANTE
06 de Maio de 2016 - 13h13min

  Diário de Bordo_ INTRODUÇÃO

      
José Ferraz Celebrante conta sobre os bastidores das Cerimônias que realiza, viajando por este brasilzão afora, descrevendo cada detalhe do que vê, ouve, participa e vivencia, seja nas viagens, relacionamento com os clientes e com o demais fornecedores, no sentido de aprimorar cada vez mais a excelência do seu trabalho. Entende que por detrás de um evento de sucesso existe o trabalho árduo de muitos profissionais e, às vezes, alguns que sem saber acabam contribuindo ou não para o resultado do Todo, porém JFC carrega consigo a certeza de que a cooperação e ajuda mútua, representam o verdadeiro profissionalismo, este que é o segredo por trás do sucesso dos eventos exitosos. Este DIÁRIO DE BORDO tem como pano de fundo uma homenagem à todos estes profissionais que doam o seu sangue para que os eventos sejam um sucesso e, também mostrar, que nada acontece por acaso, nem mesmo o menor dos eventos.

  

A partir de hoje acompanhe semanalmente as aventuras que estampam as páginas do diário de JFC(José Ferraz Celebrante)

 
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CASAMENTOS FORA DA IGREJA
15 de Novembro de 2014 - 16h51min

 

No documento acima está especificado o motivo pelo qual NÃO PODEM SER FEITOS CASAMENTOS FORA DA IGREJA, o que não é noticia recente, visto que em 2002, D. Murilo faz referência ao seu antecessor e salienta que pedidos neste sentido NÃO DEVEM ser encaminhados à Arquidiocese, já que não serão feitas exceções e ainda orienta que além dos secretários paroquiais e formadores dos cursos de noivos devam "tornar os noivos conscientes" da proibição e ainda orienta aos párocos para que recordem aos seus paroquianos essa PROIBIÇÃO. 

Acredito que para bons entendedores está bem claro como os casais devem proceder e é neste sentido que orientamos em nosso FAQ de que se o casal está procurando receber o Sacramento não deve procurar um profissional de Celebração, mas a sua Igreja e nem ficar tentando os párocos e diáconos para dar o famoso  "jeitinho" e ir dar "uma benção" na cerimônia realizada fora da igreja ou mesmo chegar ao absurdo de pedir ao Profissional de Celebração se ele não poderia  "fingir" ser  um Padre.

 
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