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O Profissional de Celebração e o Uso das Palavras!
06 de Junho de 2012 - 00h46min

O que me faz escrever estas linhas é única e exclusivamente o testemunho de minhas clientes que em entrevista relatam experiências desagradáveis que não gostariam que se repetissem em suas cerimônias de casamento.

Longe de abordar a cerca da formação dos celebrantes, prefiro entender que o uso da Palavra representa um dom, um aprendizado, uma técnica e uma Missão, e uma das principais habilidades exigidas de um Profissional de Celebração, que entenderá que não o faz por vaidade ou vontade pessoal, mas por mandato e outorga dos autores do ato, qual sejam, os noivos e/ou Contratantes. Dito isto nos cabe explicar que a Palavra é a própria pessoa e que nada sairá de nossa boca que não nos denuncie e nos exponha ao julgamento geral e irrestrito dos ouvintes e ainda nos entregue à livre apreciação cuja medida é a medida de cada um que ressoa em uníssino com o inconsciente da humanidade... "No princípio era o Verbo(a palavra), e o Verbo se fez carne e habitou entre nós"; "O Filho é o logos do Pai...".

O uso da Palavra é uma responsabilidade. E para aqueles que não a podem assumir, ou que carecem de julgamento próprio, ou não ouvem o julgamento alheio, resta-lhes a sabedoria do silêncio que ressoa como uma doce maldição: "Sois senhores do silêncio e escravos das vossas Palavras"

Meu deus! Quando uma cliente adentra em meu escritório e quer verificar se em meu discurso falarei de "TPM", se direi "que ela não vai ficar como está e o amor deverá ser forte para quando tudo cair" ou que "o casamento não é só amores, mas também os horrores", não experimento junto com elas somente os malefícios da palavra e suas consequências funestas, mas o poder que as mesmas exerceram sobre elas na qualidade de simples ouvintes, agora  multiplicado por medos, expectativas e ansiedades e por que não dizer,  traumas no momento em que se veem na possibilidade de ser as próximas vítimas. E aí a corrente de malefícios mostra seu lado mais obscuro,  pois além de destruir momentos e realizações,  as palavras migraram e agora destroem expectativas, esperanças e sonhos.

Não quero parecer sarcástico ou depreciativo, mas só quem testemunha estas experiências das clientes, e no exercício da Palavra, sente-se responsável ético e meticuloso dos significados que confere é que  pode temer os rumos empreendidos pelos que, no uso deste instrumento de elevação e celebração, não o fazem com responsabilidade e consciência.

É lamentável  que sirva de exemplo este sacrifício de um  dom tão elevado e sublime como a Palavra por parte de aventureiros que sob hipótese alguma poderão ser associados ou se quer comparados, aos profissionais responsáveis e quiçá a foice do esclarecimento dos clientes, esteja junto a raiz de tão maléfica erva.

 
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Quando o Profissionalismo faz Diferença...
03 de Maio de 2012 - 01h40min

Trabalhando com o Mercado de Casamentos aprendi a conhecer muitas das suas facetas e quando tive que assumir uma liderança na organização deste mesmo Mercado,  fui obrigado a estudá-lo e conhecer mais a fundo como ele se desenvolve.Nos últimos cinco anos o Mercado de Casamentos vem desenvolvendo-se vertiginosamente, o número de fornecedores se multiplicado e o número de profisionais, bom o número de profissionais é uma incógnita, pois que este Mercado ainda precisa de regulamentação.

São inúmeras as atividades regulamentadas que possuem suas próprias regras em relação a quem pode ser ou não considerado profissional(um advogado embora formado, sem passar no Exame da Ordem não poderá atuar como tal). No Mercado de Casamentos não existe esta normativa e longe dela existir o Mercado acolhe todos os dias novos adeptos que se sentem habilitados para atuar, e a pergunta que não quer calar é, como saber se o que propagandeiam estes,  seja realmente correspondente a realidade. Como bem diz o adágio popular " o papel aceita tudo" e como o Mercado carece de regulamentação, o mesmo está entregue ao sabor do vento.

Recentemente em um debate com meus amigos Edú e Jô cerimônias e o Ney Souza comentávamos a que ponto chegou o Mercado em Florianópolis em que á cada dia aparecem mais e mais  fornecedores se apresentando como se profissionais o fossem, simplesmente pelo fato de quererem abocanhar oportunidade neste mercado em franca ascenção. Foi unânime e impossível não lembrar situação ocorrida em recente evento em que participáva-mos José Ferraz Celebrante, Edú e Jô Cerimônias, o Alisson  e equipe e o meu amigo Alexandre Sucupira:

_ "Tudo planejado para a realização do evento, tendo começado o mesmo dentro da previsão, o noivo adentra ao recinto conduzindo o pai cadeirante, o que arranca emoção da parte de todos, mas ainda dentro da previsão, inclusive no briefing do Celebrante estava planejado os procedimentos para a condução dos protocolos levando em consideração a especificidade. No entanto já na entrada da noiva uma atitude do pai arrancou mais emoção da assistência e em um esforço sobre humano erguer-se sobre as pernas com muita dificuldade para conceder a futura nora toda a homenagem que lhe é devida. Em meio a emoção que tomou conta de todos tal fato despertou a atenção dos profissionais atuantes e mesmo tomados da emoção do momento perceberam que ali o pai inaugurava uma postura nova e inusitada na condução da cerimônia. Pois bem, é claro que chegado o momento da BENÇÃO DOS PAIS, toda a assistência, os noivos e os pais esperavam de nós profissionais uma compreensão do inusitado que se apresentava esperando que de uma maneira ou outra atendêssemos a expectativa de uma participação mais efetiva do pai. Imediatamente o Celebrante muda a condução do seu texto e desloca o casal de frente da mesa de celebração fazendo-os ir de encontro aos pais para a realização da Benção, o que modifica completamente o posicionamento dos profissionais de fotografia e filmagem e muda o plano de visão dos músicos igualmente. Ao mesmo tempo que o faz, o Celebrante comunica-se com os profissionais  e numa rápida troca de olhares todos já estão reposicionados e prontos para captar toda a emoção do momento em que o pai cadeirante novamente se coloca de pé para abençoar o filho e sua amada esposa. A despeito de um formal pedido de desculpas aos colegas profissionais o Celebrante ouve dos mesmo incentivo no sentido de que tudo foi feito para o melhor resultado para o conjunto do evento."

Contava para os colegas que além de ter ficado profundamente tocado pela emoção do ato do pai e pelo conjunto do fato a impressão final,  foi que acima de tudo o que ocorreu foi um entrosamento harmonioso entre profissionais que garantiu a captação do inesperado do momento. Isto só  foi possível pelo PROFISSIONALISMO dos fornecedores que no momento souberam adaptar-se a nova situação inesperada e totalmente imprevisível, mostrando que nestas ocasiões é que podemos perceber o quanto profissionais podem fazer a Diferença!

 
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O Matrimônio não foi criado pela Igreja!
03 de Junho de 2011 - 15h25min
PRINCETON, New Jersey, sexta-feira, 7 de abril de 2006, na ocasião Bento XVI explicou que o matrimônio "não é uma invenção da Igreja", mas uma forma de vida que faz parte da natureza humana desde sua própria criação. A esta mesma conclusão chegou uma pesquisa interdiciplinar de investigadores que se acaba de publicar com o livro "O Sentido do Matrimônio: família, estado, mercado e moral" (spence), Editado por Robert P. George e Gean Bethke Elsthain. Entre outras afirmações o livro deixa bem claro que o matrimônio não foi inventado, ele é bem intríseco da natureza humana, é um Bem humano básico, "um aspécto irredutível do bem-estar e da plena realização de um homem e de uma mulher que se unem como esposos.
Todo este estudo chegou a conclusões que vêm de encontro a mudança de perfil dos casamentos na atualidade, de que o casamento é ato da vontade de dois seres livres que se escolhem mutuamente e não de uma permissão dada por uma instituição, ou por seus ministros e ou sacerdotes. O estudo afirma entre outras conclusões que o matrimônio por si só constitui-se um motivo para sua validade, e que seu valor não depende portanto de outros objetivos para o que é um mero instrumento(como a procriação, por exemplo).
 Ao unir-se um homem e uma mulher em todos os niveis do seu ser - o biológico, o emocional, o racional, o espiritual - o matrimônio converte-se em UMA ELEIÇÃO RACIONALMENTE VÁLIDA, COMO FIM EM SI MESMO.(os grifos são meus)
 
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